domingo, 13 de maio de 2012

Chalé de Sangue


Chalé de Sangue || Por - B

Andy Monroe estava a andar pelos campos da sua nova casa pelos próximos três meses. Um acampamento velho, feio e dominado por cupins.
- ei, Andy não é? – apareciam alguma garotas, cercando-a.
- si-sim – responde a jovem que não aparentava seus 15 anos.

O grupo nada respondeu, só lançaram-lhe muitas porções de terra úmida.

 garota suja, correu para o primeiro lugar que avistou: uma floresta densa. “não é boa idéia. Já está escurecendo!” pensava. Mas a ameaça das garotas era pior do que historinhas de terror para assustar crianças.
As horas passavam, mas a garota temia voltar para perto daquela gente estúpida, por tanto andava floresta adentro, cada vez mais a fundo. A lua já estava no topo dos céus, quando ouviu barulhos de galhos sendo quebrados atrás de si.

- quem é? – sussurrava a garota virando-se.
Um vulto mascarado passa.. era uma mascara ‘tristeza’? não, deveria estar louca.
Depois desse breve acontecimento,aproveitou ter andado apenas em linha reta e tomou o caminho de volta ao acampamento de férias. Sim, a mascara ainda ecoava em sua mente, causando pânico e eventuais tombos.
Quando finalmente avistou os chalés, a lua já estava desaparecendo.
- tenho que correr – sussurrava ao vento.
Entrou em seu chalé, e dormiu por alguns minutos. Pesadelos.
E a corneta soou, hora de acordar. Estava só, naquele local  estranho. Era impressão sua ou as paredes tinham riscos vermelhos de sangue? Não, deveriam ser as garotas lhe pregando alguma peça.

A garota então pegou uma folha de papel e começou a escrever:
"querida mamãe, se eu não sair viva deste, hm, acampamento de ferias, quero que saiba que lhe perdôo por me deixar aqui. Exposta e insegura, com garotas rudes e pessoas mascaradas floresta adentro. E o meu chalé, mãe do céu! Meu chalé tem por todo ele riscos de sangue! Tenho medo de dormir... Vai que o mascarado volta... Sinto estar escrevendo isso, te amo mãe,
Ass,
Andy Monroe, sua amada filha"
Depois de escrever aquela carta, depois de expressar seus sentimentos de medo, a guardou em sua mala. Pois sabia que sua mãe a iria querer.
- ei garota, todas na fogueira, agora! - anunciou uma das moderadoras.
- já vou - respondi
Mesmo com medo de ficar a luz da lua desprotegida, a garota foi. Lá encontrou o grupo de garotas rudes, e algumas outras familiares..
Logo depois uma das crianças pediu que brincassem de esconde-esconde, a luz da lua. Apesar de muito se recusar, Andy também iria participar, ordens da diretores do acampamento.
- você, de cabelos cacheados e loiros - a diretora apontou para Andy - já que não quer correr e se esconder, vai contar. Na floresta.
"O que? Só pode ser brincadeira."
Totalmente contrariada e morrendo de medo, mas foi. Não estava com o mínimo de vontade de voltar, então caminhou através da floresta. Sentou-se ao pé de uma grande arvore, e esperou o tempo passar.
- péssima escolha - soou uma vos robótica - estar na floresta a esta hora da noite... Você é um inseto, garota. Mas vou poupa-lá, causara pânico no acampamento - a vos gargalhou. - pode voltar, todos estão dormindo. Até aquelas garotas valentonas.
"Da onde vinha aquela vos?"
Se levantou e correu aos tropeços até o acampamento, a vos estava certa, a área da fogueira estava deserta, mas decidiu então ir falar com a diretora.
- diretora Caldwall, existe um maníaco na floresta
- ahh, mais uma com essa história?
- ele usa uma mascara da tristeza
- como sabe? Nem havia lhe dito esta parte.
- eu o vi, ontem a noite. E hoje ouvi sua vos.
- querida, deveria ser sua imaginação.
- venha até meu chalé, esta com sangue nas paredes.
A diretora e a jovem foram nervosas até o chalé, este não mais tinha sangue.
- garota, não minta mais para mim.
- não menti.
A diretora lançou a Andy um olhar severo, e voltou aos seus aposentos.
Antes do sol nascer a jovem resolve dar uma caminhada, e se depara com um homem arrastando um boneco de pano atras de si.
- senhor, este é um acampamento feminino - avisa-lhe a jovem.
E o homem se vira, mostrando uma mascara branca, a mascara 'alegria'. Uma gargalhada robótica se torna audível. O homem fica paralisado a observando.
Só então a garota percebe um detalhe assustador, o homem estava com uma faca ensangüentada nas mãos, o sangue era fresco, até pingava.
- tristeza a poupou, mas eu não faço isso - bradou o homem.
Levantou sua faca e avançou na direção da garota, que corria destemperadamente para seu chalé. Ao entrar lá, colocou uma cadeira e trancou a porta. Gritou, gritos agudos de pânico. Mas ninguém apareceu. A faca quebrou o vidro da porta e abriu a maçaneta. Andy se escondera dentro de sua mala, dentro do armário.
- onde esta, criatura? - dizia a vos - venha, prometo dar-lhe uma morte honrosa.
Aquilo tomava o pânico da garota, que por natureza já era insegura. Estava a ponto de gritar, então a corneta soou, e ouviu-se passos apressados para fora do chalé. Andy se levantou e correu diretamente para os aposentos da diretora e chorou de horror ao vê-lá mutilada em sua cadeira. Nem era mais reconhecida, sem ser por trapos de roupas.
Correu para fora, e identificou vários campistas mortos pendurados nas arvores, mastros e topos dos chalés. A assistente a diretora ligou para policia, mas o telefone estava mudo. O pânico tomou conta do pacato e monótono acampamento. Andy estava sentada sob a sua cama, e a porta se abre. Pensava ela que era a policia procurando os sobreviventes. Mas era tristeza.
- inseto! Ora só, você é minha favorita! - disse ele.
- ora.. Agradeço - foram as únicas palavras que saíram da garganta de Andy
- que dono seria eu se não salvasse meu mascote? Venha comigo, que lhe salvarei.
Relutante a garota foi. Mas na floresta encontraram 'alegria'.
- tristeza, sem sobreviventes, não mandei apegar-se a ela - ordenava Alegria.
- mas alegria, lhe suplico.
- basta! - vociferou Alegria - se não matas, eu a mato. Pegou uma Fac. E cortou-lhe um pedaço da garganta. Andy ficou horas com dor, agoniando mas viva. Alegria a arrastou até seu chalé, e jogou enormes quantias de sangue pelas paredes, pelo chão, até por cima de Andy. Horas se passaram e a garota ainda agoniava, ansiando pelo momento de sua morte. O seu chalé agora estava todo coberto de sangue poderia até ser descrito como “chalé de sangue”.
- inseto! – exclamou tristeza – tenho que lhe matar, mas tenho receio em lhe causar dor. Me apeguei a você.
Andy não entendia o porque de um psicopata estar tão desconfortável em matá-la. Até que alegria veio e decepou sua cabeça, mutilou seu corpo e escondeu por todo chalé. A dupla de assassinos matou então, um por um, todos do acampamento, repetindo o processo que fizeram com Andy, por fim se enterraram vivos. E tudo que restou foram os chalés de sangue. 

ps.: nova autora aqui!! espero que você, leitor, tenha gostado dessa história de minha autoria.. é a primeira história de terror que produzo, portanto.. paciência na hora de ler, e até mais!
                                                                                                                  - B

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